samedi, février 24, 2007

rsrs, hoje sim aconteceu algo interessante. Lá vou eu comprar ovos, quando vejo o jornal que estava em cima do balcão - o que iria envolver a minha grade. A gravura de um cérebro me chamou a atenção. Aproximo-me. Na verdade, aproximo-me bastante, já que sou miope...Enfim, vejo que se trata de uma matéria "gigantesca" a respeito de Ciência. Motivo das aspas? A dificuldade de se encontrar três linhas consecutivas com temas científicos em um jornal popular. Vibro ao ver que vou levar o jornal...felicidade instantânea.
Era uma matéria sobre criobiologia e imortalidade, uns estudos que estão sendo feitos no sentido de manter a baixas temperaturas cérebros humanos a fim de que, num futuro relativamente próximo, sejam "implantados" em corpos mecânicos - o que se supõe conservar todo o tecido intelectivo e memorial das respectivas dos que já se foram.

Achei isso bem interessante. Mas confesso estar com um pé atrás.
Reafirmando a minha resposta a quem pergunta se eu acredito em Deus, posso também dizer o que se segue: Acredito mesmo na minha ignorância. Não me vejo em condição de afirmar que não é possível, tampouco que é possível.

E tenho dito. rsrs.

A ausência de forma imperativa para a primeira pessoa me obriga a tratar o espelho como a outra pessoa...


"A minha respiração sussurra o que ainda está vivo"

Ela disse certa vez

Disse enquanto vivia

E antes de morrer, dirá que

Deitou-se no chão de certo salão

Ouvia Cazuza, e aquela vivacidade

Já havia morrido

E enquanto acariciava o cadáver

Indolente de uma aranha que estava

Na caixa de som,

Olhava a fotografia da falecida avó...


O sarcástico é que ela não sabe aonde

Vai e voa o pensamento que soltou

Nem o que vai acontecer com o que ficou

Se vai com ela

Se ela vai ficar

Ou se vai voar.

mardi, février 20, 2007

Números Complexos

Isso é o que dá gostar de Matemática e de Literatura ao mesmo tempo...

Tudo estava bem...
Ela fumava os Fundamentos da Matemática Elementar
Cheirava Cazuza naquelas páginas antigas
Mas entre aqueles números
Havia um certo papel dobrado
Havia tanto tempo ali
Que os cupins se deram ao luxo de fazer únicos furos
- Atravessando Tudo como flechas
Ai, foi aí que ela sentiu a neuralgia
E doeu tanto...
Sei porque suas mãos foram ao peito
Com a intenção de estancar a Saudade que escorria
Pelo quarto
Naquele papel estava um esquema-resumo
Que seu pai preparara
Há Tempos (faixa belíssima de Mais do mesmo...)
O cd estava a sua frente, como sempre
E de novo aquilo se repetia:
Lágrimas e depois, poema.
Quando ela foi me olhar,
Contraiu toda a sua angústia em uma imagem
Que adentrava o Sangue Latino, de Ney Matogrosso
Mas aquele sangue circulava nela
Eu era e sou apenas a imagem
A imagem de uma matéria instável
Zeus!
Será que ela é real? E eu virtual?
Ou é tudo uma questão de números imaginários?
E, para nossa tristeza, logo após seremos
Igual a menos um
Uma demonstração simples...uma lógica que assusta
Tudo é complexo demais para ser real
Mas está aí: o Real é parte da Complexidade!
Eu ainda quero descobrir o conjunto dos Surreais,
Também dentro dos complexos, logicamente
Talvez eu me enquadre melhor nele
Já que não sou natural
Nem inteira
Nem racional (...)
Nem irracional
Nem real - vai saber
E ainda dizem que a Matemática não faz sentido

01:06, mais ou menos
Ela dobra o papel, fecha a "Bíblia"
- Nada mais de conceitos por aquela noite
Agora ela vai
Perder-se nos braços de sua imaginação...
Enquanto eu fico por aqui
Nessa ponta de caneta
Nesse ponto final .

jeudi, janvier 18, 2007

Há muito tenho tentado carregar meus desenhos no blog. Não compreendo a razão de não conseguir. Nunca carega. Então que se dane. Ao menos por enquanto. É sempre bom.........ah, esquece.

...

Eu adoraria dizer que estou bem. Mas nunca estive tão confusa. A respeito de tudo.
Que inveja dessa formiga que passeia livremente pelo protetor de tela...Sim, "viver é uma dádiva fatal..." e "o maior segredo é não haver mistério algum...". Das músicas da Legião, destaco apenas o que me agrada. E acrescento o que me convêm. Não é possível amar as pessoas como se não houvesse amanhã, embora seja preciso...
Normal, é assim com todas as religiões.¬¬

Não, não falarei da falta de confiança que sinto em alguns casos e do excesso da mesma em outros. Ahhhh, vida louca vida.

Então...por que não analizar o motivo que eu tenho de vir aqui e escrever essas coisas.
Registrar o quê? Pra quem ler?
E qual a razão de discorrer a respeito da minha vida.
É. Devo ser uma criança, uma criança mimada. ¬¬
Ridículo isso.

Não falarei das coisas que acontecem na minha vida
Apenas das que a minha vida faz acontecer.

Ou não.

jeudi, janvier 11, 2007

Inter-ferir

A respiração sussurra o que ainda está vivo
A boca aberta escancara a perplexidade
Todos aqueles gritos estancados pelo silêncio
Todos aqueles versos livres
Pela prisão ecoam
E aquela garota que escreve no escuro
Deita-se rapidamente, esconde o caderno e o nanquin
Toda a ópera se cala
O teatro fecha as portas
Tudo lateja assustado no pobre corpo caído
E o ninguém que abriu a porta
Permitiu que ela visse as palavras
Confundirem-se com a cadeia carbônica ao fim da folha
E ela vê que não há mais espaço
Para sua grandesa
Tampouco para sua pequenez
Pobre alma
Dorme sem explicar à folha e àquele público tétrico
Que a assiste da arquibancada funéria e sarcástica
O Porquê das lágrimas e dos devaneios
O enrêdo que daria sentido ao delírio
Paupérrimo delíro, paupérrima vida, nobre pobresa
Pobre alma
Dorme sem saber se o caboclo ouviu suas ironias
Suas explicações e suas injúrias
Dorme sem abraçar Il Trovatore
E ela só queria entender a razão do indivíduo
Que interfere destrutivamente na razão alheia
"Mas eles nunca me farão o mal que vocês estão me fazendo"
Ela teria dito isso a quem queria seu bem,
Não fosse a mordaça infeliz do silêncio
Dos que se calam.

mardi, décembre 26, 2006

....Dualidade onda-partícula (?)


...No entanto, já vou...

Perder-me nos braços da minha imaginação
Ela que me faz tantas promessas,
Ela que me leva aonde eu quero e vou,
Ela que sou eu, ela que me tem,
Que me toma, que me perde,
Que não se acha em mim
Em si, talvez sim
Talvez não
Eu que não me imagino sem ela
Ela que não vôa sozinha
Nós que somos eu e ela
Diferentes, iguais
Homo, Gênias.

***

Ela que flutua, eu que particularizo
Eu que, se vôo, sou ela
Ela que, se faz, sou eu
Nós que vivemos e morremos
Nós que, se somos, estamos
Se estamos, criamos
Se criamos, destruímos
Se nada fazemos, transformamos
E por enquanto, caminhamos
- E quando não houver mais por onde caminhar?
Nós que calamos
Nós que caminhamos, por enquanto
De mãos dadas,
Para o sempre que pudermos.

vendredi, décembre 22, 2006

Férias..........
Eu amo as férias, eu me sinto mais à vontade para estudar só o que eu quero.

Tentando ler um livro sobre física quântica e, conseqüentemente, estudando matemática.
Ouvindo muito Secos e Molhados.
Lendo Breve História do Tempo.
Tendo aulas particulares com meu professor de física (e ainda mais grátis!!).
Brincando mais com meu irmão.
Não vendo a hora de ir pra Bahia...hahahaha, tenho muitos planos para essa temporada.
Não direi todos, mas que conhecerei Maurício e Marcos - duas grandes mentes - estarei mais próxima de alguns amigos...rsrs, esquece...reencontrarei minha família de lá.

Triste Bahia...Oh quão dessemelhante estás e estou de nosso antigo estado.
De fato, Gregório.

Enquanto minha professora não me devolve minhas outras redações (ela usou duas em sua monografia) e eu não faço poemas, nem tenho mais saco para viajar por aqui...ficarei por dar essas informações desnecessárias, inúteis, esquizofrênicas, ou qualquer coisa do tipo.
Aliás......................................isso me deu uma idéia.

mercredi, décembre 20, 2006

____O Simbolismo surge no contexto literário para resgatar o que de transcendental havia praticamente se perdido desde o Romantismo, mantendo, portanto, a "paixão do efeito estético"[1].
____As relações entre essas duas correntes, quais sejam, o Simbolismo e o Romantismo, vêm com fôrmas paralelas e , nas palavras bem ditas de A.Bosi: "[...]Ambos os movimentos exprimem o desgôsto das soluções racionalistas e mecânicas e nestas reconhecem o correlato da burguesia industrial em ascensão; ambos recusam-se a limitar a arte ao objeto, à técnica de produzí-lo, a seu aspecto palpável; ambos, enfim, esperam ir além do empírico e tocar, com a sonda da poesia, um fundo comum que susteria todos os fenômenos, chame-se Natureza, Absoluto, Deus ou Nada."[2]
____Esta harmonia entre duas correntes que intercalam seu "oposto" não chega a ser uma exceção - do contrário, uma espécie de regra - no princípio motor da Literatura.
____Vistas sob dimensões históricas, as escolas literárias parecem dançar num ritmo oscilatório entre suas teses e antíteses: se o Barroco ostentava, o Arcadismo não ligava; se o Romantismo idealizava, o Realismo concretizava. Se o Simbolismo bebe noutras fontes, isto não configura cena rara. Este simples movimento harmônico (.................sim, leitor, é uma referência ao MHS da Física..........) no qual caminha a Literatura respeita sempre as tendências do "agora" sem deixar de dialogar com as do "antes". É neste diálogo que surgem inovações e ressalvas, de acordo com a grande teia de relações políticas, socio-econômicas e culturais, teia essa tecida pela própria Humanidade ao passar dos tempos.
____Focando, pois, os nossos sentidos no Simbolismo e seu contexto histórico, temos um belo exemplo para ilustrar o parágrafo anterior: "O irracionalismo literário não é capaz de substituir em fôrça e universalidade as crenças tradicionais; nem seu alheamento da Ciência e da técnica vai ao encontro das necessidades das massas que ocuparam o cenário da História nesse século e têm clamado por uma cultura que promova e interprete os bens advindos do progresso. Daí, os limites fatais da sua influência. No entanto, o irracionalismo dos decadentes valeu (e poderá valer) como sintoma de algo mais importante que os seus mitemas: o incômodo hiato entre os sistemas pretensamente "racionais" e "liberais" da sociedade contemporânea e a efetiva liberdade do homem que as estruturas socio-econômicas vão lesando na própria essência, reduzindo-o a instrumento de mercado e congelando-o rm papéis sociais cada vez mais oprimentes. Os Simbolistas - como depois as vanguardas surrealistas e expressionistas - tiveram esta função relevante: dizer do mal-estar profundo que tem enervado a civilização industrial; e o fato de terem oferecido remédios inúteis, quando não perigosos, porque secretados pela própria doença, não deve servir de pretexto para tardias excomunhões."[3]____Dito isto, nada mais se faz preciso.

[1],[2] pág.293, História Concisa da Literatura Brasileira, Alfredo Bosi.
[3] pág.297, referência anterior.

*Texto inspirado pelo contexto dos caracteres gerais do Simbolismo, dados por Alfredo Bosi em sua História Concisa da Literatura Brasileira.

mercredi, décembre 13, 2006

Tecnologia...

Já sei!! Colocarei aqui no blog alguns trabalhos e redações dos quais mais gostei. Ahhh, vidinha de ensino médio......................................ploc ploc ploc.

Como definição podemos dizer que a tecnologia é a aplicação de conhecimentos gerais para fins práticos. A tecnologia existe desde que foram feitas as primeiras ferramentas de pedra, que os nossos antepassados usavam em suas atividades diárias.O avanço desta se dá de diferentes formas, de diferentes ritmos, indo de acordo com sua respectiva civilização. Mas o fato de a globalização proporcionar um maior e impositivo fator de unificação dos avanços tecnológicos também deve ser levado em consideração. A sua fabricação/aplicação depende de um gasto em matéria prima, quais sejam, combustíveis ou mesmo recursos naturais. Este gasto pode ou não ser feito de forma controlada - danificando ou não a Natureza.O uso irracional desta é o principal responsável pelas agressões à paisagem natural, tanto urbanas como rurais. Dentre os efeitos, a poluição e o desmatamento ocupam um lugar central. Isto visivelmente falando, posto que as implicações destes perscrutam caminhos tais como o da Saúde, do desemprego (pelo emprego de máquinas no lugar de trabalhadores), do aquecimento global - todos representando problemas que podem ser irreversíveis. Sua ligação com a economia é invitável, bem como com a Ciência.
Mas é lícito fazer-se uma certa distinção entre estes conceitos: a Ciência move-se, essencialmente, pelo impulso do "conhecimento-por-conhecimento", já a Tecnologia aplica esses conhecimentos adquiridos para fins diversos. Outro ponto pede um esclarecimento: a ligação entre Ciência, Tecnologia e Política em processos bélicos - fabricação de armas com a tecnologia propiciada pelo avanço Científico. O problema de bombas atômicas nos serve como ilustração: as pesquisas no campo de fissão nuclear abriram um belo cortinado para a Física, pois qualquer informação adicional é válida em Ciência. Mas o contexto histórico na época não tinha nada de belo, ao contrário, o cenário representava uma Guerra Mundial. Logo, a política influenciou a Tecnologia bélica de tal forma a usar a Ciência como escada para uma terrível irracionalidade: a qual conhecemos por Bomba Atômica.
Como forma de concluir o fluxo de informações acima dado, posso dizer algumas palavras a mais a respeito:- Visto que a Tecnologia é produto da sociedade a qual pertence (literalmente), podemos entender seus sucessos e seus fracassos. Se o avanço tecnológico nos garante confortos, alívios, avanços científicos, ampliação no uso do conhecimento, se ele também nos submete ao desemprego, à violência, a um maior poder em mãos trêmulas de desequilíbrio, à armas cada vez mais potentes...isso não quer dizer que ele é algo digno de ser louvado ou evitado, mas quer dizer que ele não é nada mais que um espelho.



Tal foi meu último trabalho de geografia do ano letivo.

dimanche, décembre 03, 2006

Semana de fracassos.




Segunda: PSS...não foi muito bom.
Eu estava mui nervosa, o tempo voou, deixei Física e Matemática pra depois e tive que chutar um monte.
Uma droga.

Sexta: feira de Ciências, não ficou como eu queria.

TPM é o fim...principalmente aliada a desapontamentos.
Estou um caco.

Ainda bem que tenho um cd de Secos e Molhados...Cara, estou me apaixonando por Ney Matogrosso! E até ignorando o fato de eles serem musicalmente melhores que Legião Urbana...ai, pq eu falei isso? Não...eu quis dizer que a guitarra, o baixo - o alto -, enfim...são mais sofisticados que o instrumental da Legião.

Mas religião a gente não discute, então eu continuo sendo fiel à Legião, e Renato continua sendo o meu Deus. E tenho dito.