Eu poderia dizer que é como se me perdesse em mim,
Tão pequena que ficasse
Diminuindo progressivamente até um infinito basta
Mas poderia assim estar mentindo
Posto que me sentia grande, Expansiva
Englobando todo o quarto, sendo o quarto todo
- Que não se via, mas que sabia que ali estava
Por poder ser visto
De tais formas divergíveis
Que poderia dizer bem o que mais se me chegava:
Não estava em meus limites
Toda a epiderme não servia para moldar o quadro que eu me pintava
Nem as mãos que tocavam não acabavam na solidez percebida.
mardi, septembre 09, 2008
samedi, août 02, 2008
J'ai perdu le ver de terre de vue
Para Letícia Palmeira
Fiquei de escrever algo nas horas vagas...
Percebo, agora, que este agora é vago.
Então vou escrever algo de fugidia densidade
Nesta vaga hora.
Hora que não triste, não alegre, não confusa, não aliviada, não cansada, não esperançosa..
Tantas negações para simplesmente afirmar
Sim, era tudo isso ao mesmo tempo
Mas não acordemos a contra-dição
Estou numa ausência tão grande de sentimento
Que chego a sentir a presença desta tarde
Não chovo, não faço frio, não vento tanto, só o agradável.
Não irradio nada de especial - que não o ar de maluca por estar sentada no chão do CCEN.
Estou à tarde.
Acabo de fazer prova de Cálculo
Ah, Linguagem, você e seus números...
Consiga descrever a fila de formigas que carregam suas flores
Não sei se dez vezes seus pesos
Consiga, porque eu quero dizer
Com que silêncio eu olho pro céu desta minha tarde
E me sinto uma formiga carregando uma flor em potencial
Não, não chego a segurar uma flor agora - que não a caneta
Antes fosse pena, a metáfora seria mais bonita.
Mas os tempos são outros. Mas o tempo!
?!
!! Pois que fui escrever uma interrogação
Per-seguida por uma exclamação na areia e...
Descobri uma minhoca contorcendo vida!
Depois disso, palavra não há que se queira contorcer no papel.
_______________
O título está em francês porque... tinha que ser em francês. "Perdi a minhoca de vista", seria. Mas os franceses são mais sugestivos... na tradução, cheguei a "Perdi o verme de terra de vista". Verme de Terra, eis a verdadeira tradução.
E CCEN significa Centro de Ciências Exatas e da Natureza.
Fiquei de escrever algo nas horas vagas...
Percebo, agora, que este agora é vago.
Então vou escrever algo de fugidia densidade
Nesta vaga hora.
Hora que não triste, não alegre, não confusa, não aliviada, não cansada, não esperançosa..
Tantas negações para simplesmente afirmar
Sim, era tudo isso ao mesmo tempo
Mas não acordemos a contra-dição
Estou numa ausência tão grande de sentimento
Que chego a sentir a presença desta tarde
Não chovo, não faço frio, não vento tanto, só o agradável.
Não irradio nada de especial - que não o ar de maluca por estar sentada no chão do CCEN.
Estou à tarde.
Acabo de fazer prova de Cálculo
Ah, Linguagem, você e seus números...
Consiga descrever a fila de formigas que carregam suas flores
Não sei se dez vezes seus pesos
Consiga, porque eu quero dizer
Com que silêncio eu olho pro céu desta minha tarde
E me sinto uma formiga carregando uma flor em potencial
Não, não chego a segurar uma flor agora - que não a caneta
Antes fosse pena, a metáfora seria mais bonita.
Mas os tempos são outros. Mas o tempo!
?!
!! Pois que fui escrever uma interrogação
Per-seguida por uma exclamação na areia e...
Descobri uma minhoca contorcendo vida!
Depois disso, palavra não há que se queira contorcer no papel.
_______________
O título está em francês porque... tinha que ser em francês. "Perdi a minhoca de vista", seria. Mas os franceses são mais sugestivos... na tradução, cheguei a "Perdi o verme de terra de vista". Verme de Terra, eis a verdadeira tradução.
E CCEN significa Centro de Ciências Exatas e da Natureza.
dimanche, juillet 27, 2008
A pena da terceira excluída
Sim, isso pode parecer meio dramático, mas talvez a intenção seja essa. Pois que caí na bobagem de murmurar algo como "ah, eis um terceiro excluído, rs" perto de minha irmã. Ela perguntou "o quê?" e eu "Nada não" [ela não quer saber mesmo, bla.]. Dada a insistência dos "ah, agora fale", cedi. Como não costumo me expressar bem na linguagem oral (não que eu escreva bem, mas que.. sempre fico meio constrangida no espaço tridimensional. Aquela coisa na iminência de cair..eu heim.), arrulhei proposições e contradições. Bla. Ela não entendeu. Que terceiro seria esse? Confesso ter-me esboçado uma pergunta dessa. Ora, o terceiro que não há. Justamente por (não) dar seqüência a uma contradição. Tempos depois, percebendo minha dificuldade em explicar isso a alguém, fui perguntar ao oráculo de nossa geração se ele poderia me explicar melhor o que extensas aulas de Metodologia da Ciência teceram tão belamente. E então Google fez referência à Santa Wikipédia [ela é sempre atenciosa aos pobres pecadores que querem explicações (digo concisas?) enxutas sobre qualquer coisa. Enfim. Ela, como sempre, atendeu aos meus pedidos, dizendo que.. ora, por que não transcrevê-la.
"A lei do terceiro excluído (em latim resumida na expressão tertium non datur), é um princípio cujo enunciado consiste no seguinte: "ou A é x ou é y e não há terceira possibilidade". É representada da seguinte maneira:
Exemplo: Ou este homem é Sócrates ou não é Sócrates.
Uma proposição só pode ser verdadeira se não for falsa e só pode ser falsa se não for verdadeira, porque o terceiro valor é excluído.
[editar] Referência:
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1998."
(Talvez não pudesse ser mais simplória a explicação, nem batida a referência).
Feliz com o parágrafo suficiente (antes necessário), corri minha voz saltitante até ela. Pronto, cá está! \o/. Ela leu e disse, talvez não com essas palavras: "Isso é a coisa mais ridícula que existe! Por favor (risos)", "qualquer um sabe disso", "ninguém precisa de uma fórmula pra dizer que ou isso aqui é um papel ou não é.. humpf" "ronc-ronc". Entrecortanto isso, eu falava mas isso não é uma fórmula, criatura! É uma forma! Uma forma de dizer. Sim, mas é um dos pilares da lógica... sim, justamente por isso, ora. Ah, serve pra muita coisa sim! É só uma forma de dizer .............. .
Voltou ao quarto, desdenhando minhas considerações quanto ao inocivo terceiro agora mais excluído ainda. Logo mais, após algum atrito estático com minha mãe, as pausas entre as vozes de Chico e Bethânea que me abraçavam do fone de ouvido me permitiram ouvir da voz dela coisas como "vou fazer uma fórmula pra você, só assim você entende". Confesso que ela tem muita elegância em seus trocadilhos, adoro. Mas....... não é engraçado o desprezo que se tem, personalizado por minhas familiares, em relação ao Expressar-se matemático.
É "só" uma Forma de Dizer! Aspas pela grandiosidade e talvez onipresença da proposição. Letras Maiúsculas por si.
[estado melodramático-com-sentido: ouço agora Pas si Simple, da trilha de Le Fabuleux Destin D'Amélie Poulin... que divino-maravilhoso! Bem, e o título é mais que sugestivo nesse caso. Essa é A trilha musical]
Onde estávamos: pois é... Não parecem ver Necessidade em se postular um Terceiro Excluído. Mas... e se não se postulasse? Teríamos um acordo tácito. Todos saberíamos que, se chove, chove. E ninguém consideraria a hipótese de chover e não chover. Todos, na calada de suas noites, excluiriam o Terceiro. Mas não é só de silêncio que se faz uma Comunicação, ora pois pois. A Matemática precisa dizer-se. Precisa explicitar a Lógica, seja e/ou não seja a Lógica exterior a ela. Todos sabem das pedras do meio do caminho, mas a necessidade e o sentido de falar delas é justamente a necessidade e o sentido de considerá-las. Qualquer que seja o fim.
Desprezem a Poesia, e ela não perderá o Sentido. Façam, pois, o mesmo com a Matemática.
Sim, o sentido só é sentido quando se sente.
==============================
"A lei do terceiro excluído (em latim resumida na expressão tertium non datur), é um princípio cujo enunciado consiste no seguinte: "ou A é x ou é y e não há terceira possibilidade". É representada da seguinte maneira:
Exemplo: Ou este homem é Sócrates ou não é Sócrates.
Uma proposição só pode ser verdadeira se não for falsa e só pode ser falsa se não for verdadeira, porque o terceiro valor é excluído.
[editar] Referência:
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1998."
(Talvez não pudesse ser mais simplória a explicação, nem batida a referência).
Feliz com o parágrafo suficiente (antes necessário), corri minha voz saltitante até ela. Pronto, cá está! \o/. Ela leu e disse, talvez não com essas palavras: "Isso é a coisa mais ridícula que existe! Por favor (risos)", "qualquer um sabe disso", "ninguém precisa de uma fórmula pra dizer que ou isso aqui é um papel ou não é.. humpf" "ronc-ronc". Entrecortanto isso, eu falava mas isso não é uma fórmula, criatura! É uma forma! Uma forma de dizer. Sim, mas é um dos pilares da lógica... sim, justamente por isso, ora. Ah, serve pra muita coisa sim! É só uma forma de dizer .............. .
Voltou ao quarto, desdenhando minhas considerações quanto ao inocivo terceiro agora mais excluído ainda. Logo mais, após algum atrito estático com minha mãe, as pausas entre as vozes de Chico e Bethânea que me abraçavam do fone de ouvido me permitiram ouvir da voz dela coisas como "vou fazer uma fórmula pra você, só assim você entende". Confesso que ela tem muita elegância em seus trocadilhos, adoro. Mas....... não é engraçado o desprezo que se tem, personalizado por minhas familiares, em relação ao Expressar-se matemático.
É "só" uma Forma de Dizer! Aspas pela grandiosidade e talvez onipresença da proposição. Letras Maiúsculas por si.
[estado melodramático-com-sentido: ouço agora Pas si Simple, da trilha de Le Fabuleux Destin D'Amélie Poulin... que divino-maravilhoso! Bem, e o título é mais que sugestivo nesse caso. Essa é A trilha musical]
Onde estávamos: pois é... Não parecem ver Necessidade em se postular um Terceiro Excluído. Mas... e se não se postulasse? Teríamos um acordo tácito. Todos saberíamos que, se chove, chove. E ninguém consideraria a hipótese de chover e não chover. Todos, na calada de suas noites, excluiriam o Terceiro. Mas não é só de silêncio que se faz uma Comunicação, ora pois pois. A Matemática precisa dizer-se. Precisa explicitar a Lógica, seja e/ou não seja a Lógica exterior a ela. Todos sabem das pedras do meio do caminho, mas a necessidade e o sentido de falar delas é justamente a necessidade e o sentido de considerá-las. Qualquer que seja o fim.
Desprezem a Poesia, e ela não perderá o Sentido. Façam, pois, o mesmo com a Matemática.
Sim, o sentido só é sentido quando se sente.
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Mas... seria o Terceiro sempre excluível? Estamos falando num mundo de Dalis, Kafkas, Caetanos e Newtons da Costa, meus caros!"Que terceiro seria esse? Confesso ter-me esboçado uma pergunta dessa. Ora, o terceiro que não há. Justamente por (não) dar seqüência a uma contradição."Bem, não é preciso ser um lógico paraconsistente para refutar isso...
Em todo caso, sinto-me uma verdadeira e existente terceira excluída.
vendredi, mai 16, 2008
Preciso de um abajur
Preciso de um abajur. Que ponha em clarividência os escritos perdidos na escuridão. Eles, assim que me saem, assustam-se com a escuridão - escondem-se debaixo dos lençóis. Mas, debaixo, quando me tocam, me percebem, assustam-se mais ainda.. e fogem. Nos escuros, não vejo onde. Tento outros, clonagens mal-feitas. Mesmo que gerem descendentes que propaguem a espécie. Não, não era aquele. Não tinha a mesma... unidade. O plural que perdi pelo meio das palavras amassa com as mãos o que não escrevi: aquilo. E joga fora? Oh, não, por favor! Tudo bem, voltem quando puderem. Mas mesmo em a luz estando presente, iluminaria o que de dentro do porão sai de olhos fechados? Mesmo na ponta do lápis, muitas vezes caem titubeantes, até tombarem nas entrelinhas. Fazendo com que eu acredite estarem
escritas. Mas talvez alguém as leia. As-saiba. Como talvez eu possa um dia conseguir ler todas as minhas entrelinhas e entreporos e entresinopses. Ah, e talvez eu saiba esse alguém.. e ele será por minhas linhas e poros e sinopses amado, não como a um outro nome-homem-ou-mulher, mas como a um talvez outro conjunto de linhas e poros e sinopses abraçáveis. A + A = 2A, o que não deixa de poder ser descrito como: duas solidões juntas não deixam de estar-em [só(i)s]. Muito embora. Não deixa de ser. Talvez daí decorra a Razão porque escrevo. Mesmo com as frustrações de não encontrar termos, meios, hífens. Mesmo tendo-me nua quando em olhos extra-contextuais. Mesmo. Talvez. Resumindo, preciso de um abajur.
* imagem vinda das entranhas de Marquinho Valladares.
escritas. Mas talvez alguém as leia. As-saiba. Como talvez eu possa um dia conseguir ler todas as minhas entrelinhas e entreporos e entresinopses. Ah, e talvez eu saiba esse alguém.. e ele será por minhas linhas e poros e sinopses amado, não como a um outro nome-homem-ou-mulher, mas como a um talvez outro conjunto de linhas e poros e sinopses abraçáveis. A + A = 2A, o que não deixa de poder ser descrito como: duas solidões juntas não deixam de estar-em [só(i)s]. Muito embora. Não deixa de ser. Talvez daí decorra a Razão porque escrevo. Mesmo com as frustrações de não encontrar termos, meios, hífens. Mesmo tendo-me nua quando em olhos extra-contextuais. Mesmo. Talvez. Resumindo, preciso de um abajur.* imagem vinda das entranhas de Marquinho Valladares.
jeudi, mai 15, 2008
Pastagem
"Tupiniquin completa e meia, Maíra.. não completou o raciocínio".
Eis: sim, porque brasileiros sempre reclamam e não fazem questão de apontar os pontos positivos. É? Sim, também. Assim como pode ser o contrário ¬¬. E sempre deixa tudo para a última hora. Bla, mas e o que isso tem a ver? Bla, nada.
Eis: sim, porque brasileiros sempre reclamam e não fazem questão de apontar os pontos positivos. É? Sim, também. Assim como pode ser o contrário ¬¬. E sempre deixa tudo para a última hora. Bla, mas e o que isso tem a ver? Bla, nada.
Ah, estimado e escanteado blog.. há tanto que não te encaro como mais-que-depósito. Ora.
Estava olhando pro espelho, "você é uma completa tupiniquim, Maíra". Sim, lembrei de meu desabafo pré-vestibulesco aqui nessas paragens. Pois que passei no vestibular (FÍSICA \O/!!) e nem devo ter mencionado aqui (me falha a memória, pra variar). Pois que já senti a esculhambação amiga & linda da UFPB. Começo as aulas dia 19! Até onde não desdisseram! Ah, estou feliz. Ao menos nessa faceta.
Pois que este blog vai ter várias de suas páginas impressas. Sim, o projeto de livro com Marco Valladares vingou e talvez fim do ano o livro, chamado até agora de Livro, seja lançado. Quanto riso, oh, quanta alegria. Não há salão. Nem palhaços. Se bem que.
Ohw, deixem-me explodir. Um instante maestro. AGORA SOU UMA ESTUDANTE DE FÍSICAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! FUTURA CIENTISTAAAAA!! VOU PROVAR QUE EXISTEM UNIVERSOS PARALELOS, COMO VERSOSSS! VOU DESCOBRIR O CONJUNTO DOS SURREAAAAIIS!!!! VOU PROVAR POR A + Z QUE MEU ESPELHO CON-VERSA COMIGO! VOU VINGAR NIETZSCHE, AJUDAREI A DESENVOLVER A QUÍMICA DOS SENTIMENTOS DEMASIADO HUMANOS! UAAAAAAAAAAAU.
Hrun-Hrum. Onde estávamos?
Ah, no fim.
Pois que.
Estava olhando pro espelho, "você é uma completa tupiniquim, Maíra". Sim, lembrei de meu desabafo pré-vestibulesco aqui nessas paragens. Pois que passei no vestibular (FÍSICA \O/!!) e nem devo ter mencionado aqui (me falha a memória, pra variar). Pois que já senti a esculhambação amiga & linda da UFPB. Começo as aulas dia 19! Até onde não desdisseram! Ah, estou feliz. Ao menos nessa faceta.
Pois que este blog vai ter várias de suas páginas impressas. Sim, o projeto de livro com Marco Valladares vingou e talvez fim do ano o livro, chamado até agora de Livro, seja lançado. Quanto riso, oh, quanta alegria. Não há salão. Nem palhaços. Se bem que.
Ohw, deixem-me explodir. Um instante maestro. AGORA SOU UMA ESTUDANTE DE FÍSICAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! FUTURA CIENTISTAAAAA!! VOU PROVAR QUE EXISTEM UNIVERSOS PARALELOS, COMO VERSOSSS! VOU DESCOBRIR O CONJUNTO DOS SURREAAAAIIS!!!! VOU PROVAR POR A + Z QUE MEU ESPELHO CON-VERSA COMIGO! VOU VINGAR NIETZSCHE, AJUDAREI A DESENVOLVER A QUÍMICA DOS SENTIMENTOS DEMASIADO HUMANOS! UAAAAAAAAAAAU.
Hrun-Hrum. Onde estávamos?
Ah, no fim.
Pois que.
samedi, mai 10, 2008
Mônada Voadora
"Foi então que senti qualquer coisa como um comichão entre os cabelos, como se algo brotasse de dentro do meu cérebro e furasse as paredes do crânio para misturar-se com os cabelos. Aproximei-me do espelho, procurei. Era uma borboleta. Das azuis, verifiquei com alegria. Segurei-a entre o polegar e o indicador e soltei-a pela janela. Esvoaçou por alguns segundos, numa hesitação perfeitamente natural, já que nunca antes em sua vida estivera sobre um telhado." (Sim, Caio F. A. em Uma História de Borboletas)
Não - não vou fugir das palavras. Tenho feito isso com uma freqüência que, de tão grande, já rara.
"Sejam em verdade eternos, além dos opostos do mundo!"
Sim, foi o que Krishna disse, ou deve ter dito se passasse de vontade. Uma vontade de sintetizar o que análises espalhavam em diversas mentes; a vontade da personificação. Vocês sabem, minhas palavras, tenho-lhes escrito pouco. Mas é que vocês têm ficado tão acuadas com os últimos acontecimentos - ou, antes, com os não-acontecimentos; ou, depois, com as mordaças. Vocês que me (não) levam à leitura dos que te lêem. Ah, às vezes eu queria ser só vocês. Porque às vezes é difícil ser tridimensional, ter profundidade... claro, conto três as dimensões não vistas do-dentro. Pois que. Ah, eu bem que queria poder dizer-vos todas; livres. Ao menos. Mas mesmo assim. Não importa, acostumada que estou ao silêncio. É que às vezes é de se entender a necessidade do pôr-para-fora. Neste caso, metá-foras. É que os foras são em maioria incompreendivos. SIC. Foi o que quis escrever, nada errado. - Deixem-nos dizer o que ela deixa. Não poderia ser diferente, não? "Não", disse o Não indagado. Ha-Ha. Eu entendo a afirmação meio-que desesperada de Leibniz: "Sim, mônadas!". Provável é que ele não dissera assim, nem mesmo frente ao espelho, enquanto tentava ver a própria Imagem: Sim, mônadas! Nem mesmo quando tentava explicar-se à Outra pessoa, qualquer. : Sim, mônadas. Nem mesmo quando frustrou-se ao ter-se entregue numa carta mal-compreendida, embora clara (mas quem ilumina? Ora, a luz muda o que toca..). E era para quem a ele compreendia em seu único; e era para quem o ouvia com aquele sorriso holográfico nos olhos e significados. Era para Quem. Sim, mônadas. . Ouço-me (a)firmar. Não, Capra, não me olhe com essas palavras! Eu sei que a física quântica vem provando que tudo está mesmo inter-entre-meta-ligado. Eu sei que a filosofia oriental é uma bela base para Isso, mesmo que "A interpretação verbal, por outro lado - isto é, a metafísica da teoria quântica -, apóia-se num solo menos sólido." Que sua estrutura matemática & por isso mesmo, consistente. Ah, eu sei, eu sei. Imagino, pois. Imagens, não mais que, talvez. Mas... existem pontos finais que enganam: são reticências comprimidas. Que desistiram, é provável, de se (justi)ficar. Talvez pela certeza de que não passam de uma outra história de borboletas. De não serem tragadas em seu Todo por algum que passe, cerebrado. De não serem - por mais eloqüentes e/ou sugestivos (as) - compreendidos (os, mesmo). Talvez pela certeza de serem mônadas. Sim, nós! Por exemplo. Apenas vozes da voz. Da Voz que prefere ser reticente, prefere pedir Silêncio (De Palavra em Palavra mesmo, Caetano. Sommm). Como se dizer-se por Silêncio já não servisse para nos calar as palavras. Em palavras. Apenas vozes. Que preferem, também, calar. Isso sim um oposto-além-de-si. Esse texto mais parece uma borboleta, Caio.
Das incolores.
Não - não vou fugir das palavras. Tenho feito isso com uma freqüência que, de tão grande, já rara.
"Sejam em verdade eternos, além dos opostos do mundo!"
Sim, foi o que Krishna disse, ou deve ter dito se passasse de vontade. Uma vontade de sintetizar o que análises espalhavam em diversas mentes; a vontade da personificação. Vocês sabem, minhas palavras, tenho-lhes escrito pouco. Mas é que vocês têm ficado tão acuadas com os últimos acontecimentos - ou, antes, com os não-acontecimentos; ou, depois, com as mordaças. Vocês que me (não) levam à leitura dos que te lêem. Ah, às vezes eu queria ser só vocês. Porque às vezes é difícil ser tridimensional, ter profundidade... claro, conto três as dimensões não vistas do-dentro. Pois que. Ah, eu bem que queria poder dizer-vos todas; livres. Ao menos. Mas mesmo assim. Não importa, acostumada que estou ao silêncio. É que às vezes é de se entender a necessidade do pôr-para-fora. Neste caso, metá-foras. É que os foras são em maioria incompreendivos. SIC. Foi o que quis escrever, nada errado. - Deixem-nos dizer o que ela deixa. Não poderia ser diferente, não? "Não", disse o Não indagado. Ha-Ha. Eu entendo a afirmação meio-que desesperada de Leibniz: "Sim, mônadas!". Provável é que ele não dissera assim, nem mesmo frente ao espelho, enquanto tentava ver a própria Imagem: Sim, mônadas! Nem mesmo quando tentava explicar-se à Outra pessoa, qualquer. : Sim, mônadas. Nem mesmo quando frustrou-se ao ter-se entregue numa carta mal-compreendida, embora clara (mas quem ilumina? Ora, a luz muda o que toca..). E era para quem a ele compreendia em seu único; e era para quem o ouvia com aquele sorriso holográfico nos olhos e significados. Era para Quem. Sim, mônadas. . Ouço-me (a)firmar. Não, Capra, não me olhe com essas palavras! Eu sei que a física quântica vem provando que tudo está mesmo inter-entre-meta-ligado. Eu sei que a filosofia oriental é uma bela base para Isso, mesmo que "A interpretação verbal, por outro lado - isto é, a metafísica da teoria quântica -, apóia-se num solo menos sólido." Que sua estrutura matemática & por isso mesmo, consistente. Ah, eu sei, eu sei. Imagino, pois. Imagens, não mais que, talvez. Mas... existem pontos finais que enganam: são reticências comprimidas. Que desistiram, é provável, de se (justi)ficar. Talvez pela certeza de que não passam de uma outra história de borboletas. De não serem tragadas em seu Todo por algum que passe, cerebrado. De não serem - por mais eloqüentes e/ou sugestivos (as) - compreendidos (os, mesmo). Talvez pela certeza de serem mônadas. Sim, nós! Por exemplo. Apenas vozes da voz. Da Voz que prefere ser reticente, prefere pedir Silêncio (De Palavra em Palavra mesmo, Caetano. Sommm). Como se dizer-se por Silêncio já não servisse para nos calar as palavras. Em palavras. Apenas vozes. Que preferem, também, calar. Isso sim um oposto-além-de-si. Esse texto mais parece uma borboleta, Caio.
Das incolores.
samedi, janvier 26, 2008
Trans-lucidez
Mas se a Terra já no céu, por que não nós?
Com a tranqüilidade de um ser celestial,
Observo a luz que ultrapassa a atmosfera
- esta redoma vulnerável
Que nos envolve a Percepção,
Que nos poupa das luzes não-assimiláveis
Que nos permite o som
Que nos protege do vácuo
Preenchendo-nos com um egocentrismo azul
- Isolamo-nos do Cosmos
Com Nuvens fugidias e ilusórias
Julgamos ilustrar o paraíso
Que há em cada átomo
Em cada fóton, em cada hádron
Em cada vibração de Shiva
Em iminências e explosões de Tchaikóvsky
Mas as Nuvens são só o vapor
Das águas que roçam à Terceira Margem do Rio
Esquecemo-nos da unicidade quasesférica da Terra
Pomo-nos fronteiras
Embrutecemos o Anarquismo
A hipocrisia inercial são lentes opacas
Com a qual muitos vêem o Tudo permitível
Honremos o despudor dos olhos nus!
Com a tranqüilidade de um ser celestial,
Observo a luz que ultrapassa a atmosfera
- esta redoma vulnerável
Que nos envolve a Percepção,
Que nos poupa das luzes não-assimiláveis
Que nos permite o som
Que nos protege do vácuo
Preenchendo-nos com um egocentrismo azul
- Isolamo-nos do Cosmos
Com Nuvens fugidias e ilusórias
Julgamos ilustrar o paraíso
Que há em cada átomo
Em cada fóton, em cada hádron
Em cada vibração de Shiva
Em iminências e explosões de Tchaikóvsky
Mas as Nuvens são só o vapor
Das águas que roçam à Terceira Margem do Rio
Esquecemo-nos da unicidade quasesférica da Terra
Pomo-nos fronteiras
Embrutecemos o Anarquismo
A hipocrisia inercial são lentes opacas
Com a qual muitos vêem o Tudo permitível
Honremos o despudor dos olhos nus!
samedi, novembre 03, 2007
Tô Sangrando
Entenda-se minha recusa a assistir com freqüência aos telejornais: http://www.rederecord.com.br/programas/domingoespetacular/conteudo_ver.asp?c=268
Foi o que a criança, segundo a mãe, falou: Tô Sangrando.
.
Eu queria dizer tudo Eu queria explicar as lágrimas em vez de só chorar. Eu queria que os neurônios soubessem, cada um, dizer cada uma das. "Tô sangrando"! Uma criança! Eu queria fazer alguma coisa que não quase asfixiar os pensamentos confusos e sem fusos e abruptos. Eu queria que as palavras -- todas elas -- se levantassem e impedissem e impedissem as mortes que se repetem. "Tô sangrando"! Uma criança! Escrever, escrever... pra quê? "Absolutamente perfeito, genial!" Pra quê? Pra chorar pelo que acontece ou pelo que não pára de acontecer? Aquela vontade de se esconder, João! Dada, imposta, outorgada a impossibilidade de aparecer.
Fechar-se
Parar de respirar Lutar contra o próprio bulbo contra si contrair-se
Contra o que não é sua culpa, por você já ter nascido aqui
em meio no meio sub.
"Tô sangrando"! Uma criança! Ela se escondia para sobreviver sub-viver
em meio no meio sub.
"Tô sangrando"! Uma criança! O último grito daquela criança...
E eu aqui escrevendo, pra quê? Que grandes contribuições não fluirão de minha pena? Quando uma bala fluiu e acertou essa criança?... fluiu de que mão? Do policial ou do traficante? "sinceridade" Havia sinceridade nos olhos do policial que tentou salvar o garoto, a mãe disse.
Havia sinceridade na bala, havia sinceridade no sangue do bandido no chão...
"Tô sangrando"! E o meu sangue? Circula em minhas veias indiferentes -- o sangue e as veias.
E o cérebro? Talvez. Por que me excluir? Não seria esse o âmago do problema?
Não estaríamos todos, sinceramente, nos livrando das culpas? Por termos todos (crianças, loucos, bandidos, policiais, poetas, cientistas, religiosos, jornalistas, escritores.. ad ad ad) nascido em meio do que já tinha meio? Olhemo-nos no espelho! Enlouquecemo-nos?
Meu Mestre se sente pequeno, o Meu mestre! Logo ele, todo ele...
"cuidado, meu amigo, não vá se estrepar. Não queira dar um passo maior que as pernas podem dar..." O olhar-se no Espelho anula a noção do tridimensional... teria Ele se olhado muito? Sim - o que disse. E o que vira? A si - o que pior. Ah, meu amor, meus amores... ...
A gente tem que saber a hora certa de fugir! FUGIR! daS realidadeS.
A realidade que sangra nos jornais... a realidade que dissolve o paupável, a realidade do espelho.
Espelha-se Reflete-se Reflita-se
A Grande Fuga! - String Quartet nº 13 in B-flat major. Ludwig Van! Meu mestre ama Voltaire!
Saiba fugir das realidades, meu amor. Saibam, meus amores!
Foi o que a criança, segundo a mãe, falou: Tô Sangrando.
.
Eu queria dizer tudo Eu queria explicar as lágrimas em vez de só chorar. Eu queria que os neurônios soubessem, cada um, dizer cada uma das. "Tô sangrando"! Uma criança! Eu queria fazer alguma coisa que não quase asfixiar os pensamentos confusos e sem fusos e abruptos. Eu queria que as palavras -- todas elas -- se levantassem e impedissem e impedissem as mortes que se repetem. "Tô sangrando"! Uma criança! Escrever, escrever... pra quê? "Absolutamente perfeito, genial!" Pra quê? Pra chorar pelo que acontece ou pelo que não pára de acontecer? Aquela vontade de se esconder, João! Dada, imposta, outorgada a impossibilidade de aparecer.
Fechar-se
Parar de respirar Lutar contra o próprio bulbo contra si contrair-se

Contra o que não é sua culpa, por você já ter nascido aqui
em meio no meio sub.
"Tô sangrando"! Uma criança! Ela se escondia para sobreviver sub-viver
em meio no meio sub.
"Tô sangrando"! Uma criança! O último grito daquela criança...
E eu aqui escrevendo, pra quê? Que grandes contribuições não fluirão de minha pena? Quando uma bala fluiu e acertou essa criança?... fluiu de que mão? Do policial ou do traficante? "sinceridade" Havia sinceridade nos olhos do policial que tentou salvar o garoto, a mãe disse.
Havia sinceridade na bala, havia sinceridade no sangue do bandido no chão...
"Tô sangrando"! E o meu sangue? Circula em minhas veias indiferentes -- o sangue e as veias.
E o cérebro? Talvez. Por que me excluir? Não seria esse o âmago do problema?
Não estaríamos todos, sinceramente, nos livrando das culpas? Por termos todos (crianças, loucos, bandidos, policiais, poetas, cientistas, religiosos, jornalistas, escritores.. ad ad ad) nascido em meio do que já tinha meio? Olhemo-nos no espelho! Enlouquecemo-nos?
Meu Mestre se sente pequeno, o Meu mestre! Logo ele, todo ele...
"cuidado, meu amigo, não vá se estrepar. Não queira dar um passo maior que as pernas podem dar..." O olhar-se no Espelho anula a noção do tridimensional... teria Ele se olhado muito? Sim - o que disse. E o que vira? A si - o que pior. Ah, meu amor, meus amores... ...
A gente tem que saber a hora certa de fugir! FUGIR! daS realidadeS.
A realidade que sangra nos jornais... a realidade que dissolve o paupável, a realidade do espelho.
Espelha-se Reflete-se Reflita-se
A Grande Fuga! - String Quartet nº 13 in B-flat major. Ludwig Van! Meu mestre ama Voltaire!
Saiba fugir das realidades, meu amor. Saibam, meus amores!
Que eu saiba
Eu queria tanto que Marco estivesse aqui, papel.
A criança morreu.
mercredi, octobre 10, 2007
Adimensionável
Seria o temor da loucura
O que me força a hastear a bandeira da Imaginação
A meio pau?
Pois se o olhar-se no espelho anula a Noção
Do tridimensional,
Que pode a redoma das percepções afirmar
Sobre o fora-de-si?
O ver-ouvir-sentir: não mais que inter-ação.
{[( Ter-se por unidade -- eu => possa ser incoerente)]}
Estivessem os globos oculares para dentro...
* total * absorção *
Fujo
Procuro o eixo do que se convencionou por Normal
Encontro -- achamos...
-- Já vai dormir?
Fugir de um não-sei-o-quê para outro: Durmo.
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