vendredi, août 17, 2007

rabisco de Vácuo

Aiai... o meu Vácuo está me dando um certo trabalho. Escrevi há meses, mas, revendo algumas resoluções de Analítica, revi também meu poema abandonado. Algo me despertou a vontade de escrevê-lo. Escrevi. Acabei pondo coisas que, cá entre nós, deveria ficar de fora. Ficou algo muito confuso. Não sendo, pois, próprio de um....Vácuo. Mas talvez seja justamente isso. Tem coisa mais densa que o vazio? Ora....quanta bobagem. Poderia ser diferente? ¬¬


Enfim. Fato é que, quando eu digitalizo, ou reescrevo em qualquer canto de papel, mudo muita coisa. Mas dessa vez, algo (não) houve para que eu não concluisse. Ah, um dia sai.


No mais, deixe eu cantar, que é pro mundo ficar Odara, pra ficar tudo jóia-rara! Ai, Caetano é........lindo. No sentido mais amplo do termo.




Ah sim, antes que esqueça, o manuscrito:

lundi, juillet 23, 2007

Discurso sobre Metodologia Científica

Claro, não é algo que você leia e diga "Oh, que coisa concisa!" Um pequeno discurso que eu fiz em ocasião de uma feira de Ciências medíocre (aquela....). Pois é. Os exemplos de que falei foram experiências fracassadas (em parte) apresentadas por meus colegas com explicações decoradas, rsrs. Normal.
Mas foi bom, na medida do impossível. Nada que a gente olhe e diga "Oh, que desastre!". O que é bem pior.
========================== a quê?


Todos esses exemplos observados servem para ilustrar o modo como a Ciência funciona: com base em experimentos. Nada pode ser tido como cientificamente verdadeiro sem passar pelo filtro do Método Científico. Este é muito rigoroso, uma vez que o objetivo é sempre obter a máxima precisão nas observações. O método científico é, por assim dizer, o mecanismo de auto-correção, de auto-regulação da Ciência. Temos como destaque nesse método o par de complementares experimentação-teorização. A relação harmônica dessas duas faces impulsiona todo o processo (progresso) científico. Podemos dizer que a teoria domina o trabalho experimental, posto que este é feito de forma controlada, baseado em geral pelos conhecimentos/conceitos prévios do observador. Mas ainda assim, podemos dizer que a experimentação guia a teorização, já que o Método Científico permite que teorias sejam falseadas ou corroboradas pelas experimentações, ou seja, uma vez percebida incompatibilidade com alguma teoria ou com algum postulado, novos experimentos serão feitos para se verificar onde reside o erro. Caso a teoria esteja errada, mesmo sendo esta proposta por cientistas de grande autoridade, ela será ligeiramente - ou não - descartada, quando menos, descredibilizada. De acordo com os novos experimentos, novas teorias são formuladas. Da mesma forma, uma teoria é confirmada sempre que novos experimentos comprovem suas previsões. Estando os experimentos e as mudanças de conceitos presentes no âmago da Ciência, é correto afirmar que esta está em constante adaptação às evidências. É principalmente por essa Razão que algumas pessoas podem achar a Ciência como algo instável, incerto, por assim dizer,.....mas, a propósito, não seria essa instabilidade necessária, em vista da limitação que nos é própria?

samedi, juillet 07, 2007

vendredi, juin 22, 2007

Auto-retrato fracassado

Olho pro espelho que não me vê
Ele vê a boca que fala e cala
Mas não os olhos que não vêem


Tiro os óculos, abaixo um pouco a cabeça
A imagem embaçada me dá um sorriso
O sorriso que não me olha
Os olhos que não me sorriem

As figuras correm do papel
Aquele rosto quer viver livremente
Entre a lâmina de vidro e a película de prata
Quer chorar e sorrir
Ilustrar e cair
Somente aos olhos daqueles instantes que correm

Pobre da imagem que se colar ao papel
Ganhar um título, talvez
E se submeter nos espelhos
Dos que refletem sua angústia.

jeudi, juin 21, 2007

Carnaval da Bahia

O som e a porta fechada de um lado
O ventilador e a janela fechada do outro
A festa lá fora estremecia o chão
Em que a menina estava estirada
- Conversava com Sartre

Posição Relativa entre Circunferências

Por que eu quase calculei o delta
Mesmo sabendo que as circunferências eram internas?
Elas não têm ponto em comum
E eu já sabia disso!
Tanto trabalho pra depois ver que
Não era preciso um deslocamento...

***

A nobre e boa senhora me disse que eu vivo
Tentando achar sexo em anjo...
Ora, paredes, vocês ainda não entenderam a ligação covalente?
O ponto em comum que'u procuro não existe
As circunferências são internas
Chamem anjo, chamem demônio, chamem nomes
Eu chamo Consciência
Mesmo estando ciente da incongruência
Mas há quem chame Inconsciência
Sei não...e ainda me chamam de radical!

vendredi, juin 08, 2007

Sobre a Mediocridade, nada mais


Um professor genial, mas.....a indiferença que há na minha classe, me faz tremer só de pensar que eu posso vir a enfrentar a sala de aula.....



- E qual é o oposto disso? O Neoliberalismo!
- Mas se a gente comprar uns três quilos de carne, vai sobrar!
- Claro! Então vamos à Segunda Guerra Mundial: quais os condicionantes, os significados históricos?
- Posso ir ao banheiro?
- Olha só. A Segunda Guerra DESMASCARA a nossa civilização ocidental! Cartesiano, Mecanicista... É a "Era dos extremos"...toda uma tecnocracia estava a serviço de um radicalismo político, econômico...
- Eu sei! Mas eles ganharam na semana passada, não vai pra segunda divisão.

- Exato. Perceberam, crianças? nós vivemos num mundo fortemente dual!
- Tua mãe faz a fava, né? Aí tu leva...por que não?
- Porque, de religião, o inferno está cheio! Não é isso, falo de algo mais profundo...Ética!
- Mas tem de frango também...
- Uma das palavras mais utilizadas por Hitler é "ódio" e "vingança", porque a grande sacada dele foi a envolver a Nação, aguçar o Nacionalismo Alemão! Envolver todos nesse sentimento, perceberam? (risos) Minha gente, a massa, a multidão...é Irracional, não pensa!
- "Fastaí", professor.
- Finalmente, o Imperialismo Japonês. Na outra aula, concluímos.
- Eu vou, boy, mas lá em casa não pega não, tem que ser um DVD original.
- [fechando a porta] Até mais, crianças.

samedi, mai 19, 2007

Malemolência

Queria eu ser minha sombra
Deitar sobre o concreto
Tirar a profundidade da angústia que me abstrai
Trair a confiança dos que me têm real
Deixar minha consciência com duas dimensões
Erguer o inconsciente tridimencional
Palpável, permeável, profundo, surreal

Ele me levaria arrastada
Não para os instantes preditos
Mas para os campos floridos
Feridos, talvez, mas bonitos
Correria ao encontro do caminho

Deitaria sobre mim
Me protegeria da chuva ácida qu'eu derramo
Lá de dentro, chorando pra dentro
Deitaríamos sobre os sonhos
Dissolveríamos entre as flores
E nunca mais nos veriam
Viria a noite e levaria a existência
Foi-se a luz do Sol
Foi-se a sombra do que fui
Fui andando só
Fez-se flor do que ficou
- Mais uma flor do campo da Malemolência

dimanche, mai 06, 2007

Visitante (Marco Valladares)

Hoje, fiquei escutando canções
Que nunca ouvi junto com você,
Mas que são nossas canções.
E embarquei numa viagem boa
Por uma cidade que nunca fui;
Andando por ruas que nunca vi;
Até que cheguei em frente à casa
Onde sei que você espera
Que eu nunca bata à porta.
Assim o fiz, parado, olhando,
Esperanto que num momento,
Ao menos por um instantinho,
Você aparecesse na janela
E sorrisse este sorriso lindo
Sorrido apenas por você!
Cada canção trazia-me, então,
Um jeito de, ali, te esperar.
Melancólico, no compasso do blues;
Ansioso, em um rock oitentista;
Tenso, numa balada de amor;
Feliz, em todas as canções.
Você não veio à janela ver
Que eu estava a te esperar;
Mas pude ver, no seu jardim,
Uma flor em botão desabrochar.
Reguei-a com lágrimas de amor
E desliguei o som e o sonhar.
Hoje, fiquei escutando canções...

dimanche, avril 29, 2007

Baseado em fatos Arreais

Olhem só a normalidade como é linda!
Eu bato no banco, escuto o barulho
Olhem só como eu sou ridícula!
E essa risada compulsória que dou enquanto choro...
Mas que coisa familiar!
Os mesmo CD's, os mesmos livros...
Augusto passa as mãos carcomidas
Em minha cabeça atordoada e confusa
Olhem só com que gosto eu fecho porta
Rindo convensionalmente pra menina que sai
Ouviram? Exato, a música que ela cantava
Também me incomodava...
Aquele agudo no "amore mio"
E a observação que ela fez em "la vita di noi due"
Obrigavam-me a reações normais, convensionais...
Afinal, ela bateu no banco e merecia o barulho
Mesmo que calado, mentiroso e vazio
A propósito...este quarto está mui vazio
Quero companhia!
Quem me acompanha neste fim de "poema"?
Quem cantará pra mim depois que eu virar a folha?
Ah, Caetano! Alegria, Alegria!
Sem lenço, a camisa serve...
Sem documento, eles estão aqui
Mas nem por isso dizem quem sou
Por que não? Por que não?
A Realidade é sarcástica mesmo...
E, antes que o dia arrebente, olharei o relógio: 02:45!
E sorrirei tranqüila
Na extensão de minha mente que é esse quarto
Viva a Marta-tata, viva a mulata-tatatata
Mas eu não tenho roseira na mão direita...
Se a tivesse, dedicaria a Renato Russo...
Então, viva a Bahia-iaia!
Descartes está tão sugestivo nessa capa verde...lindo!
Bem que eu poderia estudar Matemática agora
Se aquela menina não fosse dormir
Mas, que tudo o mais vá pro inferno, meu bem!
E eu também vou...
Mas, antes, olhem só a normalidade como é linda!